Por Jorge Wahl
Uma clara compreensão do muito que os fundos de pensão, se adequadamente fomentados e dessa maneira capazes de voltar a crescer, podem ser parceiros do Governo e da sociedade brasileira no esforço para tornar o País socialmente mais desenvolvido e economicamente mais próspero, através de uma maior proteção ao trabalhador aposentado e de crescentes investimentos na produção e na criação de empregos. Esse foi o principal resultado do encontro que o Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins, teve ontem no Rio de Janeiro com a Presidente do BNDES, Maria Silvia Bastos Marques.
Luis Ricardo estava acompanhado do Superintendente-geral, Devanir Silva, e Maria Silvia dos diretores Marcelo Siqueira, Eliane Lustosa e Cláudio Coutinho Mendes, ao mesmo tempo que de sua chefe de gabinete, Solange Paiva Vieira. Na conversa o termo “parceria” foi por diversas vezes repetido, aplicado que foi no sentido de mostrar os fundos de pensão e sua poupança previdenciária acumulada como parceiros naturais num momento em que o Brasil tanto carece de recursos para movimentar a sua economia e atualizar a sua infraestrutura.
Para que tal parceria se materialize, notou porém Luis Ricardo, o País precisa, de um lado, de políticas públicas fomentadoras da formação de poupança previdenciária e, de outro, de produtos financeiros atraentes e seguros o suficiente para atrair a alocação de recursos dos fundos de pensão. Maria Silvia, de sua parte, mostrou confiar nesse segundo caso na contribuição que deverá vir do Banco Mundial.
Seguradoras - Também ontem o Presidente Luís Ricardo participou da abertura dos trabalhos do evento promovido em comemoração aos 20 anos da SulAmérica. Foi o SUMMIT 2017/Brasil em Transição: Estagnação ou Desenvolvimento?, onde voltou a falar do esforço do sistema de fundos de pensão para retomar o seu crescimento, sublinhando que as seguradoras podem contribuir para que esse objetivo seja alcançado.
Luis Ricardo chamou a atenção para o fato de que entidades fechadas e seguradoras já são parceiras e a tendência é de que o serão cada vez mais. Tal parceria já existe, por exemplo, no apoio dado pelas companhias de seguro aos fundos instituídos no tocante à cobertura de invalidez e morte e, tenderá a crescer, à medida em que se ampliar o mercado de seguro-prestamista (inadimplência em empréstimos) e houverem avanços no que diz respeito às operações de transferência e compartilhamento de riscos, estas últimas objeto atualmente de audiência pública aberta pela Susep. Uma das chaves para que se tenha êxito e avance será o desenvolvimento de produtos simples.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 22.03.2017.