O fundo soberano da Noruega, considerado por muitos como o maior fundo de pensão do mundo em valor de ativos, justificando que entre as suas finalidades está também a previdenciária, prepara-se para reforçar o peso das ações (“equities”) em sua carteira, revela um comunicado com base no relatório concluído por uma comissão nomeada pelo governo norueguês, informa o The Wall Street Journal.
De acordo com a proposta da comissão que reúne docentes universitários, dois antigos ministros das Finanças e alguns investidores, o Government Pension Fund Global (como é vulgar designar-se o fundo soberano associado ao fundo nacional de previdência) deverá aumentar o peso das ações na respetiva carteira, dos atuais 60%, para 70%, reduzindo assim o peso do que resta para aplicar nos mercados imobiliário e de renda fixa.
A proposta, produzida pela comissão que o governo formou em janeiro deste ano, propõe que a exposição do fundo ao segmento de ações seja reforçada tendo como objetivo aumentar o retorno dos investimentos, elevando por esta via a contribuição que dá ao orçamento estatal e ao bem-estar dos noruegueses.
A recomendação ainda vai ser apreciada pelo governo, sendo depois submetida a uma outra comissão, para na sequência ser votada no parlamento norueguês, lá pela primavera de 2017. Caso a modificação seja efetivamente adotada, o fundo – historicamente caraterizado por algum conservadorismo e por apostar em posições de longo prazo - ficará sujeito a um risco financeiro acrescido de maior volatilidade.
A “comissão Mork” - assim designada em referência ao nome do acadêmico que a liderou (Knut Anton Mork) - estima que, se nenhuma mudança ocorrer, continuando tudo do jeito que está, a rentabilidade média do fundo recuará de um nível atual superior a 3%, para qualquer coisa como 2,3% ou talvez menos.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 20.10.2016.