Por Reinaldo Scheibe
A pandemia da covid-19 pegou o mundo inteiro despreparado. À medida que a doença ia se disseminando pelos diversos países, as autoridades foram se dando conta da insuficiência de equipamentos de proteção individual, de leitos clínicos e de UTI, de insumos para a realização de testes em massa, de respiradores e de profissionais de saúde.
No Brasil, tal como em outros países assolados pela pandemia, a sociedade se viu frente a frente com as mesmas questões sobre o funcionamento do sistema de assistência à saúde. Não só no setor público, mas também no setor privado, que é responsável, através dos planos de saúde, por dar cobertura médico-hospitalar a um quarto da população — o chamado Sistema de Saúde Suplementar.
Tal como os órgãos públicos de assistência, em fevereiro desse ano, tão logo ocorreram os primeiros registros oficiais de contaminação pela covid-19, as operadoras de planos de saúde se depararam com dúvidas até então nunca sentidas: existirão leitos suficientes? A infraestrutura de saúde privada comportará o aumento extraordinário da demanda? O que o setor privado pode fazer para evitar que o sistema de saúde no Brasil sofra um colapso, tal como ocorreu em países desenvolvidos e com renda per capita muito superior à nossa, como a Itália?
Fonte: O Estado de S.Paulo, em 02.05.2020