Por Dhaval Chadha
O seguro é uma das invenções mais geniais da economia moderna: juntar os recursos do coletivo para evitar catástrofes do indivíduo. Transferência de riscos de pessoas e seus bens às seguradoras e assim proteger às pessoas e deixar elas viverem sem medo. Esse é o papel do seguro para a sociedade. Em sua definição mais simples, o seguro é um acordo contratual entre contratante e contratada, no qual uma é responsável pelo pagamento das parcelas e a outra assume os riscos de pagar uma indenização em caso de danos. O seguro permite que o risco seja transferido a empresas especializadas no seu gerenciamento, possibilitando que indivíduos, empresas e governos desenvolvam projetos mais arriscados.
Além do seguro fornecer segurança e proteção contra grandes riscos, a importância do setor para a economia é gigante. O seguro torna a poupança (capital parado) em investimento; reduz perdas; garante tratamento médico e compensação por lesões; possibilita investimentos e inovações protegendo o downside (movimento negativo em um ativo, um mercado ou até na economia como um todo); aumento do crédito, pois as credoras sentem mais segurança quando tem garantias; complementa o investimento em serviços sociais; traz estabilidade e eficiência ao sistema bancário, nos mercados de capital e nas taxas de juros; na criação de empregos, recuperação da economia e crescimento do PIB. Com R$8 trilhões sob gestão e representando, em média, 6% do PIB brasileiro, a participação do setor ainda é pequena quando comparada a países como Coreia do Sul, Holanda e Reino Unido, que ultrapassam os 12%.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 05.09.2021