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Antonio Penteado Mendonça |
A Copa do Mundo está chegando ao fim. O Brasil, como a maioria dos brasileiros previa, caiu fora cedo, até porque viajou com a pior seleção dos últimos 40 anos. Com o time baseado nas seleções que perderam as duas últimas copas, não tinha como ser diferente. Como diz um amigo meu, insistir no erro só faz errar mais. Foi o que aconteceu. Perto das seleções que disputaram o torneio, faltou futebol, técnico, jogador, garra, e vontade de vencer. Enfim, coisas que acontecem... Mas o tema não é a seleção brasileira, nem seu vexame, o tema é seguro para eventos como esse. Grandes shows esportivos que enchem os estádios e rendem bilhões de dólares, como a Copa do Mundo de Futebol, que vai encher os cofres da FIFA. A resposta é sim, eventos como esse são segurados e as apólices são extremamente sofisticadas, afinal, se algo der errado, em nome da marca do evento, pelo menos os prejuízos, próprios e de terceiros, precisam ser integralmente ressarcidos. Os seguros envolvidos são de diferentes naturezas. Temos os seguros para a organização do evento, para realização do evento, para danos a terceiros em decorrência do evento, além de danos patrimoniais e danos aos atletas. Cada um tem um papel específico na grade de proteção da Copa do Mundo. A garantia para a organização do evento vai garantir o reembolso dos prejuízos eventualmente sofridos em decorrência de falhas de planejamento ou operacionais durante o processo de organização. A garantia para a realização vai indenizar os prejuízos consequentes de falhas durante a realização do evento. Levadas ao limite, estas indenizações poderiam contemplar até a locação de um segundo estádio para a realização de uma partida, em função de um problema com o estádio original. Danos a terceiros são cobertos por seguros de reponsabilidade civil. No caso, as garantias devem prever desde acidentes menores, como um torcedor que cai no banheiro, até o desmoronamento de uma arquibancada, ou um incêndio que cause dezenas de vítimas. Além deles, existem outros riscos potenciais, como os riscos de difusão de imagem e som, capazes de causar perdas monumentais a terceiros e que no caso de acontecerem precisam ser indenizadas. Os danos patrimoniais indenizam danos ao patrimônio utilizado para o torneio e podem ir de um acidente com um veículo, até um acidente de grande porte, como um incêndio que destrua um edifício. Finalmente, os seguros para os atletas atingem capitais segurados bastante elevados, na casa das centenas de milhões de dólares. Um jogador vale pelo que ele produz em campo. Em função disso, alguns estão sendo negociados por centenas de milhões de dólares. Todos têm salários e contratos de patrocínio milionários. Então, a rede de interesses em volta de um jogador vai além do seu seguro de vida. Engloba o atleta sofrer um acidente e não poder mais jogar, engloba as perdas dos patrocinadores e dos clubes onde jogam. Para não falar no seguro do próprio atleta que evidentemente leva em conta o que ele pode deixar de ganhar. Entre secos e molhados, o seguro da Copa do Mundo de Futebol é um dos grandes contratos de seguros de 2026. |
Fonte: SindSeg SP, em 10.07.2026.
