Uma das mais árduas tarefas dos economistas é lembrar a sociedade de uma aritmética desagradável. Embora algumas gerações possam optar pelo governo gastar mais do que arrecada, a verdade é que, do ponto de vista intergeracional, o resultado entre despesa e arrecadação precisa equilibrar-se. Se o governo teve déficits no passado, em algum momento, seja no presente ou no futuro, ele precisará ter superávits – sob pena de ter de recorrer a medidas de redução da dívida pública com elevado custo social, tais como choques inflacionários, reestruturação da dívida e calote. Para o bem ou para o mal, o orçamento público é um dos objetos que, assim como a cultura e as tradições, une a todos: os mortos, os vivos e os vindouros. A má notícia, para nós que estamos vivos, é que a realidade dessa aritmética, por muito tempo ignorada, nunca esteve tão nítida. A solvência do Estado está ameaçada.
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Fonte: Secretaria de Política Econômica, em março de 2019.