O atual momento de enfrentamento da COVID-19 traz consigo inúmeros desafios. A necessidade de isolamento social, de adaptação às novas formas de trabalho, seja em home office ou modelo híbrido, a ameaça iminente de contaminação e todas as perdas impostas pelo vírus, repercutem na saúde emocional das pessoas. É impossível negar que todas estas contingências podem impactar negativamente nos negócios.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, mais de 300 milhões de pessoas sofrem de depressão e 260 milhões de transtornos de ansiedade. Em conjunto, estes agravos causam à economia prejuízo anual de US$1 trilhão com a perda de produtividade. A pandemia exacerbou a prevalência dos transtornos mentais e os custos com estas doenças podem chegar a 6 trilhões de dólares até 2030. Diante dos planos de contenção da doença e de medidas econômicas mais drásticas cria-se um cenário de muita instabilidade e incerteza, no qual as pessoas acabam sofrendo uma "carga extra" de preocupações, além daquelas habituais. Por isso, não sabem como lidar com suas emoções, entre elas, tristeza, medo, irritabilidade, impotência, desamparo, geralmente mais intensas, nestes períodos de crise.
Fonte: Saúde Business, em 09.03.2021