
Encerrado há 1 semana em Porto Alegre, o 8º Encontro Nacional dos Contabilistas das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (8º ENCONT), o evento continua provocando repercussões positivas, a começar do grande público que reuniu, perto de 330 profissionais da área contábil, dirigentes e conselheiros. Para o Presidente Roque Muniz, chamou a atenção não apenas a quantidade de pessoas que compareceram, mas especialmente a sua qualidade, uma vez que muitas foram as lideranças presentes.
Por isso mesmo ele apontou o 8º ENCONT, a partir da mobilização que tornou possível a reunião de um público tão numeroso, como uma demonstração clara da vitalidade que a Previdência Complementar Fechada exibe no momento em que dá provas da retomada de seu crescimento.
No seu entendimento uma das principais motivações do evento consistiu exatamente em ajudar a construir a melhor estratégia para enfrentar os principais desafios contemporâneos. “Eu fico feliz em ver esse público em Porto Alegre, pois nossa missão é de fazer crescer de forma tecnicamente consistente a Previdência Complementar. Construir um país mais próspero e justo, confiante e renovado para o melhor”, salientou.
Painel - O painel 1 foi um dos que chamaram mais a atenção. Diretor Presidente da Tchê Previdência, Cezar Henrique Ferreira, fez a mediação do debate sobre a Reforma da Previdência. Ele iniciou a conversa falando sobre a situação do mercado de trabalho no Rio Grande do Sul, provocando os palestrantes a abordarem a questão livremente a partir de reflexões sobre os impactos da reforma.
Paulo Fontoura Valle (foto), Subsecretário do Regime de Previdência Complementar abordou os reflexos e oportunidades que a Nova Previdência está provocando no sistema como um todo.
A visão do governo, expressa por Valle, é otimista quanto à aprovação da reforma no Congresso até outubro. O subsecretário explicou que prefere olhar para o sistema de Previdência de forma integrada. “Gosto de ver a Previdência como um todo e, assim, aproximar as políticas de previdência dos diversos segmentos para termos um sistema robusto”, concluiu.
O Diretor Institucional da Mercer, o atuário Antônio Fernando Gazzoni, analisou os aspectos econômicos e demográficos no país, seus impactos e necessidades advindas do novo cenário nacional. Deu destaque ao aumento da longevidade à luz das reformas da Previdência e Trabalhista, analisando seus potenciais impactos. A reforma terá impactos de curto prazo. Positivamente, “as entidades têm que se apresentar para fomentar o setor”, reforçou Gazzoni. É preciso copiar os bons exemplos, as boas práticas. As entidades precisam estar cientes da necessidade de flexibilização da estrutura dos planos, dos perfis de investimento, ciclo de vida, opções de investimento e de um maior uso de tecnologia.
Fonte: ANCEP Notícias, em 09.08.2019