A poupança precisa ser estimulada, especialmente a de longo prazo, visando não apenas um adequado financiamento das aposentadorias e pensões mas também buscando o aumento da capacidade produtiva e do PIB, maiores salários, mais empregos e menores déficits. Esse entendimento foi externado por Pablo Antolin, Chefe da Unidade de Previdência Privada da OCDE, na insight session sobre o tema “Um olhar sobre os modelos internacionais” e que abriu na manhã de ontem os trabalhos do 40º Congresso.
Nesta linha, Antolin defendeu que o Estado estimule a capitalização, através de incentivos tributários e a aprovação do mecanismo de inscrição automática em fundos de pensão.
Explicou que a OCDE defende que a capitalização siga critérios e características distintas nos diferentes países em que for adotada, uma vez que cada um tem suas próprias necessidades. Por isso se recomenda a maior diversificação possível.
A outra recomendação é que repartição e capitalização sejam adotadas de forma combinada. As duas devem se somar, sendo que a primeira deve viver das fontes do Estado e visar o combate da pobreza, funcionando como uma efetiva rede proteção social. Esta deve ser universal, ao contrário da capitalização.
Lembrou que o objetivo da pensão é fornecer uma fonte estável de renda durante o resto da vida. Por isso deve ser sustentável.
Fonte: ANCEP Notícias, em 18.10.2019