Por Jorge Wahl
Os nossos congressos anuais são reconhecidos como o momento mais importante da vida do sistema a cada ano e, fazendo jus a isso, são preparados com um cuidado do qual fazem parte pesquisa que mede a satisfação de quem participou do evento anterior e irá orientar a organização do seguinte, devidamente reforçada pelas reflexões e sugestões de um time de especialistas reunido em uma comissão temática. O 38º Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada, que vai acontecer em São Paulo de 4 a 6 de outubro próximo, não foge à regra.
Reunida dias atrás, a Diretoria da Abrapp definiu o tema-central de 2017: “Uma Nova Realidade: Previdência Complementar para Todos”, algo bem no espírito do momento que se vive hoje, marcado pela convicção que se espraia de que o tempo do Estado provedor que tudo resolve ficou no passado e que agora cabe também às pessoas se preocupar em poupar para o seu futuro. Um novo pensamento acompanhado da compreensão de que a poupança previdenciária capitalizada não só será capaz de futuramente proteger o trabalhador, como devidamente investida ao longo do tempo em que as reservas são formadas oferece à economia os investimentos dos quais o País tanto carece.
Novas fronteiras - Há toda uma programação sendo gerada dentro desse espírito de levar a previdência complementar fechada a novas fronteiras, algo tornado possível pelo intenso debate em torno da reforma da previdência e pelas certezas que se vão criando quanto a insustentabilidade do status quo e que, na ponta do futuro, nos aguarda um regime de capitalização cada vez mais disseminado e uma crescente resistência à transferência de encargos entre as gerações. O amanhã, da forma como o vemos, tem um lugar marcado também para uma previdência complementar fechada inovadora e capaz de usar intensamente as novas tecnologias.
Com isso, o próximo congresso se prepara para atender às expectativas que o evento sempre produz, o de ser um indutor de novas ideias e comportamentos, ao mesmo tempo em que um momento de consolidar convicções e com isso orientar os passos à frente. E isso acompanhado da percepção de que, após termos avançado tanto no diagnóstico, cumpre agir, fazendo isso sempre que necessário de forma ousada.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 03.05.2017.