Por Jorge Wahl
A longevidade tem pelo menos três dimensões: a factual, a pessoal e a coletiva, esta última por suas consequências para a economia e a sociedade em seu conjunto. E todas estarão sendo analisadas com a profundidade necessária na primeira plenária do segundo dia do 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, em 13 de setembro, em Florianópolis (SC), numa análise a cargo de alguns dos maiores conhecedores do tema, estudiosos da temática como Bradley Schurman, consultor da mítica American Association of Retired Persons (AARP), Cassio Maldonado Turra, Ph.D. em Demografia pela University of Pennsylvania, professor associado do Departamento de Demografia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Presidente da Associação Brasileira de Estudos Populacionais e Jorge Félix, este último Professor convidado da Universidade de São Paulo no mestrado em Gerontologia.
O espaço para inscrição no 37º Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão, além de todas as demais informações sobre o evento, estão em http://cbfp.com.br/
É mesmo assunto para conhecedores. A dimensão factual reside em que em meados dos anos 1940 a expectativa de vida ao nascer era de apenas 43 anos, passando para 72,3, em 2008, encontrando-se hoje em 75,2 e devendo alcançar a mais de 81 anos em 2050. Acompanhando isso, a proporção de pessoas com mais de 65 anos na população brasileira deve sair dos atuais 7,4% para 26,5% no ano 2060, o que significa que provavelmente vai quase quadruplicar.
A dimensão pessoal vai desde os cuidados com a saúde e a cabeça até a atitude de poupar o suficiente para a aposentadoria, algo a ser feito de preferência em um plano fechado de previdência privada, uma vez que este último tem de fato a cultura do longo prazo, o menor custo e a renda vai toda para o participante.
A dimensão coletiva, naquilo que interessa aos agentes econômicos e à sociedade em seu conjunto, se manifesta através do estímulo que a longevidade traz ao fomento da previdência complementar. Como as pessoas não devem depender exclusivamente da Previdência Social e nem é razoável supor que todo o peso recaia sobre os ombros do governo e suas combalidas contas, interessa cada vez mais ao País poder contar com um sistema de fundos de pensão capaz de, de um lado, dividir o fardo com o INSS e, de outro lado, fornecer à economia brasileira a poupança estável de longo prazo de que tanto precisa.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 26.08.2016.