Evento contou com a participação do governo, reguladores, infraestruturas e instituições do mercado financeiro e de capitais
Realizamos na última semana o terceiro evento da série de encontros dedicada ao desenvolvimento do mercado de carbono no Brasil. A iniciativa reuniu representantes do Ministério da Fazenda, da CVM, da B3 e de instituições do mercado financeiro e de capitais para discutir como conectar os mercados regulado e voluntário e endereçar os principais pontos operacionais e de infraestrutura que podem destravar o setor no Brasil.
No 3º Encontro do Mercado de Carbono, os debates se concentraram em dois eixos principais: a originação dos créditos, cenários de negociação e integridade dos ativos integrantes do SBCE (como o CBE e CRVE). A integração entre o mercado voluntário e regulado e o papel das infraestruturas na viabilização dessas operações também foram foco das discussões.
Durante o encontro, foi reforçada a necessidade de equilibrar regulação e eficiência, de modo a garantir a robustez do sistema. A participação das infraestruturas foi apontada como fundamental para assegurar transparência, segurança e formação adequada de preços. As instituições que participam da originação dos créditos de carbono também são essenciais para a garantia da integridade do crédito, promovendo maior liquidez e escalabilidade.
Participaram dos painéis: Thiago Barral e Nathalie Vidual, da SEMC (Secretaria Extraordinária do Mercado de Carbono) do Ministério da Fazenda, Daniel Maeda e Leonardo Betanho, da B3, e Aline Ferreira, Gabriela Trevisan e Maria Belen Losada, do nosso Grupo de Trabalho de Mercado de Carbono.
Encontros do Mercado de Carbono
A edição marcou o encerramento de um ciclo iniciado em março, com o objetivo de aprofundar o diálogo entre o setor público e privado e contribuir para a construção de um ambiente de negociação robusto para os créditos e permissões de carbono no país.
A série de encontros, que também contou com a participação de Cristina Reis, secretária do Ministério da Fazenda, permitiu evoluir de discussões conceituais para análises mais concretas sobre a operacionalização desse mercado, consolidando uma base técnica para as próximas etapas da regulamentação do SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões) no âmbito do mercado financeiro e de capitais.
Seguimos comprometidos em contribuir para o amadurecimento desse debate e para a construção de um ambiente regulatório seguro, eficiente e alinhado às melhores práticas. O avanço desta agenda integra o ANBIMA em Ação, nosso conjunto de ações prioritárias para 2026.
+ Confira também as discussões dos 1º e 2º Encontro do Mercado de Carbono
Fonte: Anbima, em 15.06.2026.