Para especialista, a organização do cuidado em redes de atenção à saúde é fundamental para garantir fatores como gestão populacional, qualidade da assistência e sustentabilidade das operadoras
Para garantir que o paciente seja atendido, direcionado e receba o tratamento adequado conforme a sua necessidade e complexidade, existem quatro níveis de atenção à saúde: primário, secundário, terciário e quaternário. A interface e organização desses quatro níveis garantem não só um cuidado integral à saúde mais efetivo como uma melhor gestão populacional, qualidade assistencial e a sustentabilidade das operadoras. É essa a discussão que será feita durante o 11º Seminário UNIDAS - Atenção Integral à Saúde .
"A interface entre os níveis de atenção à saúde, de forma articulada, é a premissa para um cuidado integral", explica Paulo Rogerio Affonso Antonio, médico e gerente executivo da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (CASSI), que falará sobre o tema durante o evento virtual da UNIDAS, que acontece entre os dias 17 e 21 de agosto.
"A organização do cuidado a partir da gestão populacional com acesso regulado, qualidade da assistência e uso racional de tecnologias, gera um valor agregado ao participante, além sustentabilidade das operadoras de saúde", ressalta.
No entanto, para o especialista, há diversos desafios no Brasil para fazer com que essas redes se conversem em prol do cuidado integral à saúde da população como a necessidade de ter um modelo técnico assistencial, negocial e regulatório articulado para indução da organização da rede de assistência. "Também existem as diferenças de ofertas de serviços de saúde no Brasil, a convivência com interesses comerciais e corporativos e a necessidade de suplantar o modelo fee for service", conclui.
Fonte: join+us, em 14.08.2020